quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vai entender...

Nem eu me entendo. Por que eu escrevi um texto sobre o Chico Buarque sendo que eu conheço várias pessoas que sabem muito mais a respeito dele do que eu? Uma análise tosca e superficial, que nem de análise merece ser chamada.
Só há uma explicação: impulso. O mesmo impulso que deu origem a este blog.
Ah, sim, este blog foi criado ao acaso, não foi algo estudado ou premeditado. Alguns já sabem dessa história, mas vou escrevê-la antes que ela me fuja da memória.
Numa madrugada de dezembro do ano passado eu comecei a escrever um texto. Não sei bem o porquê, só sei que meu indicador direito clicou no ícone do Word e, antes que eu percebesse, já estava vomitando palavras, frases, parágrafos. Um texto. Salvei-o e fui tentar dormir, pensativo.
Na manhã seguinte, liguei o computador e fui direto ao texto salvo. Li, reli, corrigi, treli. E percebi uma coisa importante: escrever me faz bem. Numa das releituras, me dei conta de que o texto parecia uma postagem de blog; um texto autobiográfico, não-direcionado a um leitor específico, mas que expunha um pouco do que eu sentia na ocasião. E isso poderia ajudar alguns amigos próximos a me entender, o que muitas vezes fica difícil em função do meu silêncio habitual. Resolvi, então, criar um blog. Um endereço qualquer, sem pensar muito, afinal não pretendia divulgar o endereço, mesmo. E postei o referido texto. Alguns dias depois, acabei por mandar o endereço a alguns poucos amigos. E foi assim que começou. Impulso puro.
Acho que nós morremos quando conseguimos controlar todos os impulsos. Ou, talvez, quando cedemos a todos eles.

Um comentário:

  1. Ahhh os impulsos, sabendo controlar os maus, tudo esta otimo... e ahh, das cientificas da hp, a unica com rpn eh a 35s

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