sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tempo

Não consigo parar de falar sobre ele, o tal do tempo. Já dizia um professor meu no Colegial: "o tempo é inexorável, meus caros". Um professor de matemática, mas que adorava repetir algumas frases como esta. E que também adorava a palavra humildade, ou ao menos a repetia à exaustão. Mas aí já é um assunto a ser abordado no futuro.

O caso é que hoje eu vejo o tempo como algo que eu posso usar a meu favor, e não algo que eu deva tentar contrariar, lutar contra. E eu acho que esse é o mal do mundo moderno: todos querem que o tempo não passe, querem ser eternamente jovens. E desperdiçam muito tempo nessa tentativa inútil. Contraditório, não? Tem algo mais patético do que uma mãe já nos "...enta" vestida igual à sua filha adolescente? Ou agindo como esta? A juventude é linda, mas a maturidade tem sua beleza, tão ou mais valorosa, com o benefício da experiência de vida.

O tempo faz com que esqueçamos algumas das coisas boas que nos acontecem, é verdade. Mas faz com que superemos todas as fases difíceis e momentos de tristeza, mantendo, porém, vivas na nossa memória as lições que aprendemos nestas ocasiões. Ponto para o tempo!

Ele também nos obriga a seguir em frente, a tocar a vida. E essa é a parte que eu mais admiro, justamente pelo fato de eu estar vivenciando isso agora. Ponto para ele novamente!

Já estou bem menos neurótico e mais feliz do que quando escrevi o primeiro texto desse blog. Graças, principalmente, ao tempo. E à clareza que só o ato de escrever o que sinto pode proporcionar. Agora o que eu mais preciso é de alguém que preencha a lacuna ainda presente na minha vida. Aí sim o “healing process” estará completo. E adivinhem quem vai permitir que eu encontre essa pessoa? O tempo, quem mais? Por isso não tenho pressa.

Deixo por fim um obrigado a todos os que me ajudaram (ou simplesmente me toleraram) nos momentos em que estive mais triste/chato/quieto do que normalmente já sou. E um muito obrigado às duas pessoas que mais me ajudaram nestas últimas semanas, pessoas que considero grandes amigos.

P.s.: Ainda ouvindo Rolling Stones...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Time is on my side

Agora já em Sampa, de volta aos afazeres.
Sim, amigos, o tempo passa. Felizmente. Aos poucos minha mente vai esquecendo o antes tão presente assunto, o tal assunto do primeiro post. Semana passada fiquei alguns dias de cama, graças a uma insistente febre e uma tosse que ainda me acomete. E mesmo nesses dias com poucas opções de entretenimento eu me mantive afastado dos pensamentos nela. Thanks to CSI (all of them), L&O, Two and a half men, Speed Channel e afins.
Somente o tempo pode fazer esses sentimentos se esvaírem, somente o tempo "cura". E o tempo está a meu favor, afinal ele passa, eu querendo ou não.
Bom, hoje é sábado, acabo de chegar em casa de um passeio com minha irmã mais velha e ainda tenho algumas coisas a fazer. E tem um cachorro aqui (pouco mais de um quilo de ossos e pêlos) que insiste botar as patas no teclado, por isso não está muito fácil digitar (haja backspace).
Vou colocar o cd dos Stones no player e continuar as arrumações (sim, estas nunca acabam!).
Bom resto de final de semana!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Segundo

Já estamos em 2009. E fiquei com apenas um post em 2008. Proporcional ao número de leitores, certamente. Mas vamos ao primeiro de 2009, então.

Uma temporada na praia ajuda a clarear a mente. Ou a esquenta até derreter os pensamentos. Apesar do tempo fechado desde o ano passado, o calor só deu um pouco de folga hoje. E a internet discada não ajuda a passar o tempo quando chove, apesar de demorar um bocado para abrir qualquer site. Geralmente a paciência acaba antes do download de todas as imagens...

A cidade está lotada, está praticamente impossível encontrar uma vaga para parar o carro na rua, mas felizmente eu tenho vaga privativa aqui. Os estacionamentos chegam a cobrar R$150,00 para deixar o carro por "até 3 dias" no pacote de Reveillón. Ou R$300,00 por oito dias. Detalhe: estacionamento descoberto e sem pavimentação. A melhor maneira de se deslocar aqui é a pé, mesmo. É mais saudável e ajuda a esquecer o trânsito nosso de cada dia em São Paulo. E mesmo de madrugada há bastante movimento nas ruas, o que torna mais seguro caminhar.

Segunda-feira volto pra Sampa. Mas ainda não volto à rotina, continuo de férias. Sem faculdade, sem trabalho. Apenas arrumações a fazer. Muitas arrumações, por sinal. E a principal delas não é visível nem mensurável. É uma arrumação interna, relacionada ao assunto do post anterior, assunto que eu ainda não esqueci, conforme já previa.

2008 foi um ano agitado, corrido e confuso. Não tive tempo pra pensar em muita coisa, e quando finalmente decidi algo, não foi muito pra frente. Em 2009 quero fazer diferente. Realizar mais, concretizar mais. É o ano em que me formo. Isso só já basta para torná-lo um ano especial.
O ano muda, mas as pretensões acabam por ser sempre semelhantes. Espero que desta vez seja diferente, e que meu discurso no Reveillón 2010 seja inteiramente novo.