domingo, 27 de dezembro de 2009

Festas


Quando mais novo ansiava pela chegada do natal, pensando no que eu ia ganhar ou pedir de presente. Era uma ansiedade boa, uma diversão na hora de distribuir os presentes que estavam ao pé da árvore pra toda família; meia-noite parecia nunca chegar.

Hoje não é assim. Esse período se tornou quase um martírio. E os motivos são vários. Ter que comprar presentes, coisa que definitivamente eu não sei e não gosto de fazer é um deles. Outro é ser forçado a encontrar parentes dos quais as vezes é melhor manter distância. Mas o principal é ter que ficar negociando com qual parte da família eu vou passar a ceia da véspera, com quem vou almoçar no dia 25, na casa de quem. É uma discussão cujo final sempre desagrada a todos, é impressionante. A carência familiar cresce exponencialmente, parece que é um crime se você passou "só" seis ou oito horas com todo mundo. Isso cansa.
 
No Reveillón estou com bastante vontade de me isolar, seja num apartamento vazio disponível na praia, seja em Sampa mesmo. Onde tiver menos gente. É engraçado, às vezes eu sinto falta de companhia, mas em geral a presença de outras pessoas me incomoda. A explicação mais lógica é que eu quero a presença de alguém que eu ainda não conheço. Fácil assim! Rs.

Ah, outra parte que me faz desgostar do natal: trânsito. Sim, moro perto da Av. Paulista e do Parque do Ibirapuera, locais onde o trânsito fica péssimo de noite e de madrugada em função das  milhares de pessoas que resolvem ver as decorações natalinas. E olha que a árvore de natal ao lado do Obelisco é horrível, parece mais feia a cada ano, impressionante. Se fosse bonita, então...

Agora, a parte boa: dentre outros presentes, ganhei uma trilogia de "O Poderoso Chefão - The Coppola Restoration" com os 3 filmes, mais um DVD de extras e uma camiseta. Só que no natal passado eu já havia ganhado um box com os três filmes, também da série The Coppola Restoration, só que sem o DVD de extras e sem a camiseta. Pena q não dá pra trocar o antigo. Ah, sim, e uma miniatura de um 1937 Cord Convertible pra montar, muito legal (algumas partes de uma criança nunca envelhecem...).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tem dias que a noite é foda 2

Essa combinação de não conseguir dormir com não conseguir acordar não está me fazendo bem. Desde que tirei um siso, há exatas duas semanas, não consigo me sentir disposto, bem, em nenhum momento. Ou estou com uma dor lancinante no maxilar, que se alastra até o ouvido, ou estou com dor de cabeça. Ou ambos, como agora.

Ainda não consigo mastigar nem abrir a boca normalmente, o que me leva a evitar comer bifes ou mascar chicletes, dentre outros. É inegável que estou ampliando o que consigo comer a cada dia, mas dada a facilidade e rapidez com que me recuperei da retirada do outro siso, esperava uma recuperação mais abreviada.

Hoje fui ao mercado, e, como se isso só não fosse suficiente pra tornar o dia menos agradável, cruzei com uma ex-sogra lá. Eu sabia que ela tinha se mudado pras redondezas, e sabia que um encontro era inevitável. Felizmente, fingi que não a vi, empurrei o carrinho com vitalidade e continuei ouvindo Hell's Bells. E espero que ela não me tenha visto. Ô praga...

Desliguei o computador cedo, antes de 1h da manhã, e me deitei objetivando dormir rapidamente. Assisti a alguns episódios repetidos no Warner Channel antes de desligar a tv. E cá estou, deitado, com sono mas sem conseguir dormir, digitando no diminuto teclado do celular. Agora já passa das 3h, e tem um pernilongo invisível e inaudível fazendo a festa aqui.

Já desisti do analgésico, uma vez que tomar até a dose máxima raramente surte efeito.

Constatação de carência na madrugada: preciso de algo mais que um ombro amigo, preciso de uma companheira.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tem dias que a noite é foda

Alguns dias são mais difíceis que outros. Óbvio. Hoje eu acordei especialmente irritado com tudo. Agora, tentando esfriar um pouco a cabeça, vejo que eu posso resolver boa parte do que me irrita. É só cortar contato com boa parte da família, o que inclui não morar mais na casa da minha mãe, e passar a agir como minhas irmãs, pouco se fodendo com os ascendentes.
Tirando sair de casa, que a falta de dinheiro eu posso resolver a médio prazo, o restante eu não consigo fazer. Como já disse uma vez, mas em outro contexto, I care too much to do that. Só não sei o que ganho com isso.

P.s.: Post escrito no celular no domingo, 22/11, enquanto aguardava meus amigos chegarem na nossa "missa".

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Feriado?

Feriado, hoje? Eu passei o dia dirigindo e/ou me contendo pra não ser rude. Passei o dia tendo que encarar o fato de que o exemplo de vida que eu recebo dos meus avós maternos é de pessoas que trabalharam muito a vida inteira sem pensar em qualidade de vida e metem os pés pelas mãos ao tomar decisões súbitas. Seja a decisão de vender uma empresa, seja a decisão de investir pesado num negócio ou seja a decisão de mudar de casa. Impressionante como as coisas parecem sempre piorar. Meu avô, com 85 anos, está querendo mudar de cidade pra um local mais longe, sem estrutura pra um casal idoso enfermo, para acompanhar de perto o negócio onde ele aplicou o dinheiro que juntou a vida toda. Ou seja, pra trabalhar. Detalhe: ainda não completou um ano que ele infernizou a vida da família inteira falando que ia sair dessa mesma cidade pois não aguentava mais morar nela. Vendeu a casa que morava, gastou bastante dinheiro na mudança, fez minha mãe e minha tia acharem um apartamento pra ele alugar em Santos as pressas e desde o dia em que chegou lá ele não para de reclamar. Do mesmo jeito que fazia quando na cidade pra a qual ele quer voltar.

Isso é vida? Minha avó, com 87 anos e Mal de Alzheimer, não sabe nem direito onde está. Fomos ver uma casa hoje pra alugar e ela não conseguiu andar pra ver a casa inteira, a força acabou na metade. E ele quer ir pra longe de médicos, filhos e netos. E quando argumentamos, ele se irrita e quer ir embora.

Espero que eu não seja tão cabeça-dura quanto ele.


Post scriptum: Essa postagem foi escrita no celular na segunda-feira, 2 de novembro, dia de finados, enquanto esperava todos se aprontarem para voltarmos a São Paulo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Nada de novo

A vida é estranha. Hoje me bateu uma tristeza, e sem nenhum motivo em especial. Nada a ver com o pífio desempenho do meu time nos últimos jogos, nada a ver com o azar do Barrichello na corrida de hoje. Isso não me afeta tanto; ao menos, não dessa forma.
Estou deixando a vida passar, perdendo oportunidades que não deveria perder. E é tão fácil falar... Conversei com uma amiga ontem que falou que se arrepende, também, de muita coisa que poderia ter feito no passado mas não fez, e que, como eu, quer a partir de agora poder só se arrepender do que fizer. E, ironicamente, tenho a impressão que ela já está arrependida de ter realizado recentemente uma mudança radical na vida. Justo quando ela age, já dá errado.
Amanhã é segunda-feira, e eu já tenho um "pacote" de mudanças a implantar, a começar por ter um pouco mais de cuidado com a minha saúde. Do jeito que está, não dá. Já adiei o que dava.
Agora vou ler as cem páginas restantes da biografia do Tim Maia, escrita pelo "Nelsomotta". E parar de pensar besteira.

p.s.: O primeiro final de semana sem ela me procurar!! :-)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vai entender...

Nem eu me entendo. Por que eu escrevi um texto sobre o Chico Buarque sendo que eu conheço várias pessoas que sabem muito mais a respeito dele do que eu? Uma análise tosca e superficial, que nem de análise merece ser chamada.
Só há uma explicação: impulso. O mesmo impulso que deu origem a este blog.
Ah, sim, este blog foi criado ao acaso, não foi algo estudado ou premeditado. Alguns já sabem dessa história, mas vou escrevê-la antes que ela me fuja da memória.
Numa madrugada de dezembro do ano passado eu comecei a escrever um texto. Não sei bem o porquê, só sei que meu indicador direito clicou no ícone do Word e, antes que eu percebesse, já estava vomitando palavras, frases, parágrafos. Um texto. Salvei-o e fui tentar dormir, pensativo.
Na manhã seguinte, liguei o computador e fui direto ao texto salvo. Li, reli, corrigi, treli. E percebi uma coisa importante: escrever me faz bem. Numa das releituras, me dei conta de que o texto parecia uma postagem de blog; um texto autobiográfico, não-direcionado a um leitor específico, mas que expunha um pouco do que eu sentia na ocasião. E isso poderia ajudar alguns amigos próximos a me entender, o que muitas vezes fica difícil em função do meu silêncio habitual. Resolvi, então, criar um blog. Um endereço qualquer, sem pensar muito, afinal não pretendia divulgar o endereço, mesmo. E postei o referido texto. Alguns dias depois, acabei por mandar o endereço a alguns poucos amigos. E foi assim que começou. Impulso puro.
Acho que nós morremos quando conseguimos controlar todos os impulsos. Ou, talvez, quando cedemos a todos eles.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Música +

Alguns compositores são bons; outros, poucos, muito bons. E raros são melhores que estes.
Um destes últimos é o Chico Buarque. Um homem que ao mesmo tempo tem uma visão clara das entranhas da sociedade e consegue captar a essência das mulheres. Admirável, no mínimo. Como se não bastasse, ainda se faz claro ao externar em forma de belas poesias cantadas a percepção que tem do amor, da vida, da política e de nós, homens.
Ele não é um grande cantor. E nem precisa. Uma legião de brilhantes intérpretes já gravou músicas de sua autoria, frequentemente melhor cantadas. Mas qualquer que seja a versão se reconhece o carimbo do Chico na letra.
Falando em visão de sociedade, me vem uma música à cabeça de imediato: Geni e o Zepelim.

Originalmente na Ópera do Malandro, essa música é o mais puro retrato da hipocrisia. E, infelizmente, não poderia ser mais fiel à realidade.
Assim como citei esta poderia ter citado diversas músicas, mas uma já é suficiente para defender minha tese.
Falando em canções de amor (e, diretamente ligadas a estas, de rompimento), várias me vêm à mente também. Vou colocar uma única, que não está entre as favoritas do público, mas é belíssima. E leva o sugestivo nome de "Eu te amo", composta em parceria com outro gênio, Tom Jobim, e aqui cantada em dueto com Telma Costa.

Eu poderia ter colocado Teresa, poderia ter colocado Valsinha, dentre tantas outras. E isso é só mais uma prova do brilhantismo dele.
Outro grande conjunto de composições faz duras críticas ou até sátiras ao regime ditatorial das décadas de 60/70/80. Algumas mais discretas, outras ataques declarados, fortaleciam o coro dos que contestavam o regime. "Apesar de Você" já basta para exemplificar o grupo.
Para não me estender ainda mais, vou citar apenas mais um grupo de canções, as que falam de coisas cotidianas. Algumas delas podem também se enquadrar nos temas amor ou protesto. Pra citar apenas duas, fico com a própria Cotidiano e com Feijoada Completa.
Espero que ele ainda continue compondo por muitos e muitos anos e nos brindando com outras memoráveis canções. E bem que alguns outros que se dizem compositores podiam desistir de escrever ao ver que jamais contribuirão em nada para a música brasileira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

10 segundos que renderam...

Hoje, ao dirigir meu carro, novamente fui abordado por um outro motorista que, após buzinar, fez o gesto que deu o apelido aos "Castanholas" da Al. Barão de Limeira. Respondi que o carro não estava a venda, e ele continuou. E eu pacientemente mantive minha posição. E ele insistiu, falou que o filho dele tinha entrado na USP e que estava procurando "um carro desses". E eu respondi novamente que não vendia; fui até educado demais.

Confesso que alguns meses atrás pensei em vendê-lo. Mas essa vontade sempre "passa". E hoje, ao ouvir a pergunta, tive um instante de hesitação. De menos de meio segundo. Foi o tempo de eu ficar ofendido com o já citado gesto, que considero rude nessa situação, e analisar que ele não poderia pagar algo que me deixasse realmente tentado a vender o meu carro dado o carro que dirigia. Ok, uma análise imprecisa, mas muito provavelmente correta. Alguém que anda de Prisma não vai querer pagar um valor que me tente num carro de mais de 20 anos.

É um carro velho (ainda não é antigo...), mas é o carro que me traz ótimas recordações da infância, que me lembra do quão simples e prazeroso um passeio de carro pode ser, era o carro do meu avô... Não é um expoente em potência, em espaço, em praticidade nem em beleza. Mas é mais gostoso de dirigir do que o outro carro que eu uso, este bem mais moderno, seguro, potente, espaçoso, aerodinâmico, confiável e caro.

Não é só por ser conversível que ele me cativa tanto. É um carro que "me veste", de uma cor que se destaca na mesmice do trânsito paulistano. Um carro confortável (ao menos pra quem anda nos bancos da frente), com ar condicionado, vidros e travas elétricos e outros caprichos que ainda hoje não são encontrados em qualquer carro. Aliás, um acabamento mais esmerado do que muitos carros atuais de preço elevado. E o par de faróis de milha em posição bastante destacada na dianteira, que dão bons sustos nos carros que resolvem ficar na minha frente quando não deveriam. Bancos que dão um ótimo apoio lateral ao corpo, relógio digital com data e cronômetro, enfim, detalhes que fazem dele um grande carro.

Meus pais perguntam se não sai muito caro mantê-lo; se vale a pena. E minha resposta é contundente: não sai barato, mas eu não vendo. Só pegar uma estrada com ele já faz o custo valer a pena. Não que qualquer viagem com ele não deixe alguns parentes preocupados, mas eu sempre digo que não há problema, que o carro é confiável. É fato que se ele der algum problema a chance de eu conseguir consertá-lo com as ferramentas que carrego no porta-malas é bastante grande, ao contrário de algum carro mais moderno, que pouco se faz sem equipamento adequado. Mas não posso negar que a chance de ele dar algum problema é bastante superior à dos os outros carros da casa.

Assim sendo, digo a todos que fico com ele.

domingo, 4 de outubro de 2009

Little Darling

Sábado passado fomos ao Little Darling bebemorar o aniversário do Baixinho (que só é baixinho se comparado ao nosso grupo, não à população em geral...). Estava ansioso pra ver como ficara essa casa com a proibição de fumar em ambientes fechados em vigor. E ela ganhou pontos no meu conceito. A banda residente continua a mesma, os drinks continuam os mesmos, inclusive o imbatível V8 (um blend de 8 bebidas diferentes, não me pergunte exatamente quais, que tem gosto e cheiro de gasolina e vem com meia laranja sobre o copo, servido numa bandeja pegando fogo com direito a parada da banda pra tocar uma música cada vez que é servido). Mas o grande senão da casa, a fumaça de cigarro, não se faz mais presente. Que alegria! Sair de lá, entrar no carro e não ficar intoxicado com o cheiro das próprias roupas; poder sair de lá e ir pra outros lugares sem se sentir sujo. Maravilha. Só espero que não seja mais uma lei passageira, que continue em vigor e continue sendo cumprida.
Fui pra Santos ontem a noite, voltei hoje após o almoço, e jajá vou pra minha missa dominical (num barzinho/ padaria) louvar a minha religião, a cerveja.
E ela insiste, é realmente impressionante. E eu cheguei a achar que eu era insistente...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Frase escrota da semana

"Professor, posso só fazer um adendo antes do senhor comentar?" Essa foi foda, o meu grupo de tcc que o diga. Cada uma que a gente tem que aguentar. Não sabe o que falar, CALE A BOCA. Fazer um adendo pra estragar a apresentação de um colega de grupo ao tentar explicar características que já tinham sido alteradas (e que, de tão inteirado no grupo, o infeliz não sabia) foi o fim. Até o outro grupo veio falar que ficou sem graça pela gente... Felizmente o tcc já acabou.
Melhor resposta: "Adendo de c... é r...!", vinda de outro integrante do grupo.
Obs: Qualquer um que tenha feito uma faculdade com número tão reduzido de mulheres como eu fiz está acostumado com este tipo de resposta, já que boa parte do freio moral desaparece.
(A frase parece postagem do @kibeloco no twitter, né?)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Náusea

Sinto náuseas de pensar que algo assim me afetou tanto. Ninguém vale isso. Não posso falar que não serviu pra nada; serviu de mau exemplo, algo com o qual eu aprendi.
E pretendo nunca mais repetir isso, jamais me deixar afetar tanto por alguém.
Conclusão?
Eu devia ter falado com aquela loirinha no domingo...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tolo

Faz tempo que não escrevo. Viajei, curti, voltei, vivi, tive esperança, me decepcionei. E não veio a inspiração pra escrever aqui. Não é falta de assunto, muito pelo contrário.
Hoje escrevo. Sem inspiração, mas o faço. O final de semana prolongado foi bom, mas ao mesmo tempo decepcionante. Alguns fatos durante a semana passada me fizeram crer que seria um fim de semana memorável, que poderia mudar bastante algumas coisas na minha vida. Mas nada mudou. Aproveitei-o bastante, saí com meu pai, meus amigos, vi filmes, bebi e ri, mas sempre com aquele gosto amargo da frustração na boca. Um gosto que não me deixa esquecer por um minuto o potencial que eu enxergava para estes últimos dias.
A culpa é minha por criar expectativas sobre algo que já ultrapassou a barreira do incerto faz muito tempo, mas que eu não quero largar, desistir. E na última semana eu tive oportunidade de viver e me lembrar dos momentos de felicidade e do quão fácil, natural é viver aquela situação. O problema, que só parece ter aparecido nestes últimos dias, é a reciprocidade; ou melhor, a falta dela.
Eu não gosto de ser ignorado. Espero, ao menos por respeito, alguma resposta quando mando uma mensagem, por exemplo. Já me afastei de pessoas por muito menos, mas não consigo fazer isso nesse caso que descrevo. É, eu estou voltando a um assunto antigo, mas que pra mim não teve um ponto final ainda. Talvez por falta de visão minha.
Algumas coisas são inexplicáveis, como o fato de eu ainda me incomodar com isso. É, eu sou um tolo mesmo, com tantas oportunidades na minha frente tudo o que eu quero é voltar ao passado. E como está difícil mudar isso.
Cada vez fica mais fácil entender o motivo de alguém se isolar do mundo, se afastar das pessoas que conhece e se enfiar, incomunicável, no meio do mato. Mas eu já cheguei à conclusão que eu chegaria se fizesse isso. E a conclusão é o que me incomoda mais hoje.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nunca é simples...

Parei de enrolar. Quer dizer, saí com ela duas vezes, nos dois últimos finais de semana. Mas não me sinto bem, tenho dificuldade em levar algo que eu sei que não vai dar certo adiante. Eu sei que não vai dar certo porque eu não sinto nada por ela. Ela é muito legal, não tenho nada contra, mas simplesmente não é quem eu procuro, sabe quando "o santo não bate"? E a parte de eu não me sentir bem é porque sinto que estou me aproveitando dela, uma vez que ela demonstra estar muito mais empolgada e querer um relacionamento sério, enquanto eu saio com ela pelo fato de ser conveniente e bom, enquanto estivermos descompromissados e eu não estiver investindo em um relacionamento de verdade. É cruel falar isso, mas é verdade. E eu nunca disse a ela que estava apaixonado ou a iludi dizendo que queria algo sério com ela. Ao menos não menti, apenas calei.

Terminei de assistir à primeira temporada de how i met your mother, e percebi na primeira metade o que alguns amigos que já tinham assistido já sabiam: eu sou o Ted. I overthink. E esse é o meu maior defeito. E pode ser notado até no primeiro parágrafo deste post, uma vez que 90% dos homens estariam só pensando que estão "pegando uma gostosa", com o perdão da palavra, sem se preocupar com as expectativas dela e se o que estão fazendo é sacanagem com ela (bom, quanto à sacanagem, depende de qual dos significados da palavra se escolhe...). Eu penso demais mesmo, mas estou aprendendo a agir mais, acreditando que as consequências não precisam ser sempre as mais desastrosas dentre as tantas possíveis. E está dando certo.

Tirei um dos sisos ontem, o mais simples de tirar, mas o que me incomodava mais. Os outros ficam pra depois da viagem. Ah, a viagem está chegando, e algumas incertezas permanecem. Dentre elas, se vou ficar fora por 15 dias ou por um mês. Um mês seria excepcional. Vou torcer!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Minima (não necessariamente nessa ordem)

O mais impressionante é que eu continuo enrolando e ela ainda insiste! hahahhaha... daqui a pouco vai fazer 3 semanas que eu só enrolo... Aiai... Já estou até me sentindo mal...
Engraçado, algumas pessoas confundem as coisas. Bom, eu já fiz isso. Mas tem gente que insiste em agir como se nada houvesse, como se ainda houvesse da parte dela a mesma consideração de outrora, quando a gente realmente conversava. Por culpa dela, foi-se o tempo...
E, mudando a personagem, eu ainda gosto dela. Não sei por que ela ainda me afeta tanto. Eu não consigo esquecê-la, e ainda sonho com ela fazendo parte do meu presente. Dadas as atuais circunstâncias, parece um sonho distante. Se dependesse só de mim, não seria só um sonho. Mas o destino insiste em pregar peças, e nessa eu caí direitinho. D-oh!

Consideração final: eu odeio bóias de carburadores.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Racional?

Em se tratando de mulheres, a escolha lógica e racional quase nunca é a que eu faço. Qual escolher: a do retorno improvável, a do retorno impossível ou a novidade fácil? Assim parece tão simples, ... mas não é. A novidade, apesar de fácil, não me empolga. Não sei explicar o porquê, mas simplesmente não sinto aquela atração por ela. Já estou enrolando pra sair novamente com ela faz uns dez dias, e as desculpas estão acabando. É, não foi desta vez que conhecer alguém novo ajudou a esquecer o passado. Quem sabe da próxima...
Falando em próxima, não pretendo viajar no feriado. Tenho coisas da viagem de agosto pra discutir e organizar. E, quem sabe, algum barzinho com os fellas...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sentimentos antagônicos

Nestes últimos dias o único primo que eu tenho da minha idade está em sampa. Fazia um certo tempo que não o via, e na verdade nós não mantemos um contato frequente. Mas tenho saído com ele e sua namorada estes dias, e tem sido ótimo, nos demos muito bem. Não ficou aquela sensação estranha de quando a gente encontra alguém por obrigação, e se força a puxar assunto e ser agradável. Está sendo natural, um bom papo, passeios divertidos. Ao menos pra mim. Muito bom mesmo, espero poder fazer isso mais vezes. Me deixou feliz.

Por outro lado, continuo me decepcionando com algumas pessoas. Como já disse, eu desisti de criar qualquer expectativa de alguma atitude decente da maioria das pessoas, mas de algumas poucas ainda acho que posso esperar algo. Mas a lista destas últimas está cada vez mais sucinta.

Amanhã vou pro iteriorrrr, volto domingo, espero. Casório, serei padrinho. Overdose de família, mas uma família da qual eu gosto muito. Só espero que eu consiga não ficar muito estressado com algumas coisas que já prevejo que acontecerão. Veremos...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Noivado

Fim de semana cansativo, mas muito bom.

Sexta, Morrison Rock Bar com amigos. Bandas muito boas, uma que tocava rock anos 80/90, e em seguida o mesmo elogiado Pearl Jam Cover que tocou quando fui ao Blackmore. Rock'n Roll, jarra de chopp, bar lotado e boa companhia. Ótimo.

Sábado fui acordado as 9h da madrugada (cheguei em casa as 4:30...) para ajudar nos preparativos do almoço de noivado da minha irmã mais velha aqui em casa. Sim, noiva! Almoço muito legal, família reunida para comemorar, tudo correu muito bem. Noivos felizes, champagne, só alegria! Ao terminar o almoço (que se estendeu até a noite), saí e acabei indo a uma baladinha meio rock underground bem legal, apesar da pista muito pequena. Paredes pretas, roupas em sua maioria pretas. Cerveja gelada e boa companhia, foi tudo ótimo também.

Domingo fui acordado pela primeira vez as 6:30 (após ter ido dormir novamente as 4:30) por uma ligação da minha irmã, a do meio, falando que tinham tentado furtar o carro dela, sem sucesso, e o carro não mais ligava. Veio de guincho pra casa. Acordei de vez as 11:30h e fui levar meus quatro avós pra Santos. Chegando lá, assisti ao jogo do Brasil (pq não jogaram o primeiro tempo como jogaram o segundo???), e vim de volta pra Sampa. Como eu odeio subir a serra de domingo. Todo mundo 20km/h abaixo do limite na faixa da esquerda... Boa parte do tempo eu desisti de esperar e vim pela direita, livre, em velocidade próxima ao limite (próxima não necessariamente abaixo...). Fui direto para o já tradicional chopp dominical, desta vez com quorum menor, mas igualmente divertido. E, próximo à meia-noite, voltei pra casa e resolvi tentar fazer o carro da minha irmã ligar (imagina alguém mexendo na parte inferior do painel, embaixo do volante, de um carro parado na rua a essa hora. Tive sorte de não ter sido preso...). E consegui fazê-lo ligar, sem sequelas. =)

E hoje mais uma ótima notícia: o oncologista aumentou a periodicidade dos exames da Pat pra 6 meses, ante os 3 meses habituais. Bom sinal. =D

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Meio termo

É difícil achar um ponto ideal. Pra mim, ao menos. Eu sempre erro ao falar demais ou ao calar demais. Eu calo quando deveria me impor, o que me faz muitas vezes aceitar coisas que não são de minha responsabilidade ou culpa. Eu sempre fui assim. Com o tempo, tentei melhorar e expor meus pensamentos e opiniões. Muitas vezes funciona, o problema é quando falo mais do que eu deveria. Acabo fazendo uma brincadeira meio pesada com quem não tenho suficiente intimidade, acabo contando mais sobre a minha vida do que eu deveria pra determinada pessoa, acabo magoando quem eu deveria mais prezar. Isso custa caro. Preciso encontrar o balanço ideal logo.

Me sinto mais leve hoje. Aliviado por ter contado pra alguém e feliz por estar sendo verdadeiro e perceber que as coisas fluem, mudam, evoluem. Obrigado por ouvir e não me matar...

terça-feira, 23 de junho de 2009

ACABOU

Senhores, acabou. Finalmente recebi as duas últimas notas que ainda estavam pendentes. Passei. Nem acredito que essa fase acabou. Foi-se a facu.

Além desta ótima notícia, ainda tenho outra: consegui o visto para viajar para os Estados Unidos. É incrível a frescura que é para ter permissão para gastar dinheiro em outro país... Passagem comprada também hoje. Pebble Beach e outros que nos aguardem! Agosto já está aí!

Pretendo não pisar em SBC tão cedo, agora. Só quando for inevitável.

As coisas mudam, ainda bem. E o tempo (lembram dele?) vai ajudando a resolver as coisas.

Se a segunda-feira foi assim, é sinal de que a semana promete.

domingo, 21 de junho de 2009

Uns 20 anos antes, hein?!?!

Acho que nasci na época errada. Gosto de carros antigos, gosto de músicas das décadas de 60/70/80 mais do que das atuais. Gosto de tecnologia, mas o excesso me irrita. Me irrita estar fisicamente com alguém e este alguém estar o tempo todo com a merda do celular na mão, entrando na internet, mexendo num software novo, jogando alguma coisa, trocando sms ou escrevendo algo completamente inútil no twitter. As vezes eu tenho a sensação de que era mais produtivo conversar por msn com a pessoa do que encontrá-la pessoalmente. Algumas pessoas parecem ter uma necessidade constante de lembrar os outros de que elas existem; elas só ficam felizes quando mantêm contato com um monte de gente, não importando se essas pessoas realmente se importam com elas. E esquecem de quem se importa verdadeiramente.
Veja, eu ando com meu celular ligado 24h, quase sempre atendo às ligações ou respondo às sms. Checo e-mails várias vezes ao dia. Mas não deixo de aproveitar o pouco tempo em que posso estar com meus amigos ou com quem quer que seja cuja companhia me agrade para ficar descobrindo novas funções em algum brinquedinho novo. Eu acho que isso não é aproveitar o tempo. Penso que é melhor estar sozinho do que ter que conversar com a parede enquanto a outra pessoa se isola do mundo real dedilhando um gadget qualquer. Pelo menos sozinho não se tem a falsa ilusão da companhia...

As últimas semanas foram muito corridas por causa do tcc. Noites em claro, muito thinner, primer e tinta, mas finalmente acabou. Apesar de ainda estar aguardando duas notas, nas quais creio que não terei problemas, estou começando a sentir que a faculdade acabou. Agora passo de estudante a problema social. Bom, cada um evolui do jeito que dá... rs

Entrevista para o visto pros USA segunda-feira. Espero que a gripe passe até lá, senão serei banido do consulado. Veremos...

sábado, 13 de junho de 2009

12 de junho

Nada como muito Rock'n Roll ao vivo pra se manter alegre no dia dos namorados quando se está solteiro.
Quando se namora, este fatídico dia serve para movimentar o comércio e os serviços e pra garantir ao menos uma noite exclusivamente dedicada à sua amada. Já quando se está solteiro existem 3 opções: ficar na fossa por estar solteiro; tentar arranjar companhia no dia ou simplesmente não dar a mínima. Escolhi a terceira opção. Fossa não é comigo, não estou procurando uma desconhecida, portanto minha escolha foi a opção natural.
Ouvir boa música em ótima companhia. E num lugar que eu não conhecia, muito bom por sinal, e que apresenta algo raro em casas do gênero: ventilação eficiente. Inédito. Tudo bem que o frio colaborou, mas mesmo com neve do lado de fora algumas dessas casas costumam estar mais abafadas que a estação paraíso do metrô na hora do rush em pleno verão. Shows com 3 bandas covers, de boa qualidade. Destaque pra cover do Pearl Jam. Preço, principalmente de couvert, justo. Sim, as manchas na foto são lâmpadas de luz negra. Rock'n Roll no melhor estilo. 'Cause I'm TNT, I'm dynamite.

Quanto à facu, faltam só 2 matérias que eu ainda não sei se passei de P2. Uma vou saber hoje (sábado), afinal a P3 é segunda, e a outra não faço idéia de quando saberei. E tem a expo, é claro. E o modelo em escala pra terminar, book pra imprimir... Mas falta pouco! Só não sei se pra eu acabar a facu ou ela acabar comigo.


domingo, 7 de junho de 2009

Cada uma...

Eu não suporto mais certas atitudes, não tenho mais paciência pra aguentar showzinho. Isso é coisa de adolescente. Já passei dessa fase faz tempo, e não tenho saudade. Não tenho mais tempo pra desperdiçar assim.
Bom, changing the subject, as p2 estão acabando, falta só uma. E, nas notas publicadas, 3x0 pra mim. Segunda deve sair mais duas notas, terça tenho uma prova na qual eu preciso de muita nota e tenho também a segunda prévia do tcc. Se tudo der certo, meu último compromisso na facu será dia 18. Uma data que parecia tão distante mas já "tá aí". E, até lá, vou continuar nesse ritmo frenético.
Cansado, com sono, não dormi quase nada na última noite. E já são quase 3h da manhã. Vou pra minha cama antes que eu durma com a testa no teclado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Reivew

Relendo o post anterior, eu parei pra me perguntar: Why do I care so much? Não ganho nada com isso. No máximo uma gastrite.

Again and again and again

É impressionante minha capacidade de me meter em situações confusas. Impressionante. E juro que não faço isso por querer.
Estou cercado de pessoas cujo humor e, principalmente, cujo comportamento oscilam freneticamente. A cada conversa certas pessoas são capazes de me surpreender tanto positiva quanto negativamente. Eu sinto falta de alguma linearidade, alguma segurança. Do jeito que andam as coisas eu não consigo ter segurança nem do sim nem do não.
Jogar tudo pro alto? Não, I care too much to do that.
Estou num momento em que eu queria ter um porto seguro, uma mulher com quem eu pudesse contar nem que fosse só pra ficar ao meu lado. Agora fica claro pra mim como eu no passado decepcionei alguém que me tinha como esse porto seguro sem ter a mínima intenção de fazê-lo. É, a vida prega peças.
Ao invés de sentir falta de alguém, eu deveria estar feliz pelos amigos que tenho. Estes, sim, não me decepcionam (exceto quando falam que compraram um Lada). Estes, sim, me surpreendem a cada dia mais com claras demonstrações de amizade, as quais retribuo de olhos fechados. São os tais poucos amigos com quem posso contar em todos os momentos. Eu não me canso de agradecer por tê-los ao meu lado.
É, acho que o tal inferno astral está me pegando de jeito. E ainda tenho entrega do tcc da facu, prévias, as famigeradas P2... As próximas 3 semanas prometem...
P.s.: Não consegui conciliar a agenda no último fds. Queria que tivesse sido possível.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Bowie

Ando sem inspiração ultimamente. Esse é o principal motivo de eu pouco escrever aqui.
Nem David Bowie está me inspirando. Baixei a discografia completa dele e a estou ouvindo, disco por disco, música por música. Agora mesmo está tocando o álbum Station to Station, de 1976, do Camaleão do Rock. E descobri que além de músicas fenomenais, ele também tem músicas bastante ruins. Ouvir essa discografia faz parte do meu plano, sempre tão distante, de organizar minhas mp3. Meus cds e dvds estão até que organizados, só estão fora da ordem alfabética, mas isso eu resolvo em poucos minutos. Nada comparado ao tempo que ainda tenho que dispender pra organizar meus arquivos digitais. Resolvi filtrar tudo o que tenho aqui; apagar o que não gosto, separar em outra pasta músicas que até gosto mas só em momentos muito pontuais, e que não vou querer levar no pendrive para tocar no carro ou mesmo ouví-las quando deixar o player no random aqui no próprio computador. Sempre que eu acho que estou acabando, surgem novas músicas a selecionar. Mas pelo menos não tenho um prazo, posso filtrar as músicas enquanto faço outras coisas no computador, como o meu tcc.
Ah, meu tcc. Acho que é ele o responsável pela minha falta de inspiração. Ou melhor, o co-responsável. Há outro fator, mas é melhor deixar pra lá. No começo do projeto, em agosto passado, eu pensava em fazer algo bem legal, que realmente merecesse destaque e do qual eu fosse me orgulhar. Mas a difícil convivência com o meu grupo, não só em função de diferentes opiniões, mas principalmente por falta de empenho alheio, me levaram a perder o tesão pelo projeto, e ele se tornou com o passar do tempo um mero trabalho que estamos fazendo pra cumprir tabela. O irônico é que são apenas dois grupos na sala, e eu tenho me dado melhor e recebido mais apoio dos integrantes do outro grupo do que do meu próprio.
Este final de semana foi aberta a Temporada de Aniversários. Parece piada, mas é impressionante como nessas duas semanas várias pessoas próximas a mim fazem aniversário. Eu mesmo, inclusive. E não dá nem pra culpar o carnaval, como quando se fala em aniversários no final de novembro e afins. Espero que consiga conciliar as comemorações, principalmente nesse final de semana, mas o calendário já está se mostrando problemático...




sexta-feira, 1 de maio de 2009

Trilha sonora... do feriado?

É velha mas é "boa": Música anti-stress.


To meio assim esses dias... "E que tudo mais vá pro inferno!"

terça-feira, 21 de abril de 2009

É pedir demais?

Eu não nasci pra ficar solteiro. Não sei se já escrevi isso aqui, mas é verdade. Eu não sou como boa parte dos meus amigos, que louvam a solteirice e não querem se ver presos a ninguém.
Entendo o lado deles, claro, e confesso que há vantagens em estar solteiro. Não ter que explicar nem justificar nada a ninguém, não ter as malditas DR (ah, como eu as odeio...). Mas eu ainda prefiro namorar. Desde que com alguém que valha a pena, é claro, pois, como provei num passado felizmente já distante, é melhor ficar sozinho do que mal acompanhado.
Hoje eu quero encontrar esse alguém que faça valer a pena namorar. E não estou encontrando. O principal motivo? São raras as situações as quais me exponho em que estou sujeito a conhecer mulheres novas, principalmente que façam parte do "público-alvo". Das que já conheço, não vejo a princípio ninguém com quem eu namoraria hoje (e, claro, que deseje namorar comigo). Posso estar enganado, mas é essa a sensação que tenho.
Será que sou seletivo demais? Creio que não. Ninguém controla o coração (nossa, essa ficou piegas...); e, portanto, não posso afirmar com precisão como será a mulher pela qual me apaixonarei no futuro. Ok, eu não "avacalho" como outros homens, que acabam se relacionando com (quase) qualquer mulher para não ficarem sozinhos (lembram-se do "antes só do que mal acompanhado"?). Mas o público-alvo a que me refiro não é tão incomum, não estou em busca de uma japonesa loira com cabelo cacheado, peituda, de olhos verdes com 23 anos e 7 meses.
Não sou fã de baladas, prefiro barzinhos. Mas em ambos tenho dificuldade em me aproximar de quem não conheço. Parte disso explica-se pelo que citei num post anterior ("Velho ranzinza, eu?"), onde escrevi que "a cada pessoa que eu conheço eu fico mais decepcionado com a raça humana". Mas os principais motivos mesmo são a timidez e a certeza de que a primeira impressão (a visual) que passo às pessoas não é das melhores, e isso traz insegurança. Isso também explica por que é mais fácil eu me aproximar de quem já me conhece.
É interessante como ao colocar meus pensamentos em palavras as coisas se tornam mais claras pra mim mesmo. Quem sabe relendo isso eu tenha algum insight. Enquanto este não vem...

Mais música

Ok, ninguém deve aguentar mais músicas. Mal eu aguento. Mas esse trechinho de uma peça mundialmente famosa é interessante.

Les Misarables - I dreamed a dream
(...)
I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream
I dreamed.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Trilha sonora da vida

Depeche Mode - Enjoy the Silence


Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very
Unnecessary
They can only do harm

Enjoy the silence...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Trilha sonora da semana

Ok, está mais pra trilha sonora do mês.

Morrissey - Alma Matters



So
The choice I have made
May seem strange to you
But who asked you, anyway?
It's my life
To wreck
My own way

You see
To someone
Somewhere
Oh yeah
Alma matters in mind
Body and soul
In part and in whole

Because to someone
Somewhere
Oh yeah
Alma matters in mind
Body and soul
In part and in whole

So, the life I have made
May seem wrong to you
But I've never been surer
It's my life
To ruin
My own way

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Que novidade...

Eu sou um idiota. E não sei porque ainda me surpreendo com isso. Como eu consigo sempre estragar tudo?
Bom, hoje já foi. Amanhã quem sabe eu acerte. Ou estrague tudo de vez.
As vezes eu tenho a sensação de que eu tenho que forçar pra tudo acontecer. E me sinto um merda por isso. Sinto que eu me humilho, e não deveria jamais fazer isso. Uma hora eu acerto. Ou desisto de tentar e jogo tudo pro alto. Tem só uma maneira fácil de resolver todos os problemas de uma vez, ao menos os meus problemas. Mas eu traria mais tristezas à vida de pessoas que não merecem, principalmente meus pais.
Preciso de férias. Férias de mim.

domingo, 29 de março de 2009

Insônia

Não agüento mais (eu ainda gosto do trema...). A insônia me persegue há mais de semana. Eu programo o despertador no celular e ele avisa que "faltam 5h para o alarme" e ainda assim acordo antes de ele tocar. Continuo deitado, na esperança de voltar a dormir, mas não consigo. Já virou rotina. Uma rotina cansativa e desagradável.
Eu tenho um strong feeling a respeito da causa dessa insônia. Mas tentar resolver a questão só iria me deixar pior, pelo menos por hora. Como dizem por aí, quando eu morrer vou ter tempo de sobra pra dormir...
Estou no meio das P1 na facu, e não estão sendo minhas melhores provas, certamente... espero que nessa semana eu me dê melhor. E o TCC não anda como deveria. Ou não anda at all...
E lá se vai mais um fim de semana que "podia ter sido e que não foi". Welcome to my life.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Bad mood

Eu tenho (mais) um sério problema: penso demais em algumas coisas. E acabo criando expectativas não compartilhadas por eventuais outras partes envolvidas.
Estou vivendo uma situação estranha, e meus sentimentos oscilam com uma rapidez assustadora. Hora quero um relacionamento profundo, sério; hora quero continuar como estamos, descompromissados. E, pra ajudar, de vez em quando me apego ao passado (eu sinto muita falta desse passado). Deixando este de lado (afinal, já foi assunto de muitas postagens aqui), a cada minuto eu tenho uma impressão distinta quanto aos sentimentos e quanto à real vontade dela. E, como um tolo que não aprende com o dia anterior, acabo me vendo incomodado por ela ter uma postura de quem está solteira. Ok, ela está solteira, afinal eu não tomei nenhuma atitude pra mudar isso. E não sei se vou, entre outros vários motivos pelo fato de que eu encaro a postura dela dessa forma, mas é possível que em alguns casos seja apenas a maneira normal de ela agir (em outros eu sei que não). Ela é extremamente carinhosa com os amigos, e isso me incomoda, sim, afinal com boa parte desses amigos existe um passado (não necessariamente distante). Fora que foi assim que começou o nosso "relacionamento", com uma grande amizade.
Eu não consigo explicar o porque de eu ter esse ciúme dela se nem minha namorada ela é. Mas eu tenho. Eu gostaria de ter "exclusividade", mas isso não faz parte do combinado (no strings attached era o acordo).
Eu nunca estive com alguém por tanto tempo e com tanto contato sem ter o tal do título de namorada (título que eu pareço levar mais a sério do que a maioria das pessoas, afinal, se não é pra ser sério, pra que namorar?), e estranho isso. A princípio parece uma ótima idéia essa de não haver laços, mas com o tempo você vai se apegando a pessoa, vai desejando estar com ela, vai desejando viver situações que só são possíveis com um compromisso. Mas esse mesmo compromisso me faria ficar ainda mais incomodado (juro que vou tentar parar de usar essa palavra!) com as situações acima citadas, sobre as quais eu jamais vou ter controle, afinal nem direito de opinar sobre isso eu tenho ou teria.
Algumas pessoas falariam que é pura insegurança, outras, possessividade. Talvez estejam parcialmente certas, mas eu acho que quando se gosta realmente de alguém com quem se está envolvido, a pessoa sente pelo menos um pouco de ciúmes.
E, por enquanto, vai ficando como está...
Nossa, revisando o post antes de publicar, vejo o quão patética é minha atitude. E constato que preciso urgentemente dormir.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Velho ranzinza, eu?

Algumas coisas me irritam. E muito.
Um texto mal escrito, por exemplo. Seja por ser confuso, pouco objetivo ou simplesmente por não respeitar nenhuma regra ortográfica e/ou gramatical. Não é irritante ter que reler um texto (ou um simples comentário em alguma foto no orkut) três vezes para tentar entender o que algum semi-analfabeto quis dizer, e muitas vezes ainda não ter certeza de ter entendido corretamente?
Ainda no campo de erros gramaticais, uma coisa que me deixa de muito mau humor é ouvir o incauto que anuncia ofertas através de um microfone dentro de uma loja, principalmente em supermercados. É impressionante a capacidade que essas pessoas têm de errar todas as concordâncias em número e grau. Aliás, este é o motivo de eu ter deixado de frequentar um supermercado próximo a minha casa, apesar da proximidade e da variedade que ele oferece. Só vou lá mesmo em último caso. Eu não sei como um gerente ou alguém que trabalhe lá e tenha um pouco mais de instrução não toma alguma atitude. Ou talvez seja alguma estratégia de marketing para... para... bom, não consigo encontrar uma explicação lógica.
Outra coisa que tem me deixado irritado ultimamente é ter que "fazer sala" ou fingir que gosto de alguém que eu não conheço, ou mesmo não gosto, só para não parecer rude. Eu vou ser sincero: eu tenho um número razoável de amigos, advindos principalmente da época do colégio e da faculdade. Longe de ser um número grande, afinal nunca fui dos mais extrovertidos. Mas dentre estes amigos, vários eu considero grandes amigos, aqueles com os quais posso contar para qualquer situação e a qualquer momento. Em outras palavras, eu prefiro a qualidade à quantidade. Isto posto, e considerando que a cada pessoa que eu conheço eu fico mais decepcionado com a raça humana, vejo que perdi a vontade de conhecer pessoas novas. Eu já começo com um pé atrás, e em geral as pessoas não me surpreendem. Pelo menos assim elas não me decepcionam, afinal já não esperava nada de bom delas, mesmo. Claro que existem exceções, felizmente.
Ok, eu sei que soou extremamente anti-social, mas não é o caso. Eu trato bem as pessoas que não conheço, apenas não finjo ser amigo de quem eu não sou.
Ultimamente tenho visto muitas pessoas que se dizem amigas de alguém atacando esse alguém pelas costas, deixando-o na mão quando deveriam apoiá-lo. A maioria das pessoas olha demais para o próprio umbigo e não percebe o quão melhor a vida dela pode ficar se ela estender a mão quando um amigo precisar. Esse egoísmo me irrita. Não, ele me enoja, na verdade. O problema é que as pessoas se consideram bem acompanhadas quando têm um número grande de ditos amigos, não importando se são amigos mesmo, colegas ou só conhecidos que fingem ser amigos. E, quando a pessoa precisa, vê que não tem ninguém com quem ela realmente possa contar.
E eu insisto: qualidade, não quantidade...

P.s.: É, estou pouco inspirado hoje.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Life still goes on

Fim de semana agitado e triste. A partida, apesar de prenunciada, do pai de um grande amigo meu na manhã de sábado me fez ver que dou uma proporção exacerbada a fatos que não merecem tal destaque em minha vida, e isso acaba fazendo com que eu negligencie coisas mais importantes, faz com que eu não dê prioridade ao que realmente importa, a quem realmente merece meu tempo e atenção. Sei que agora o pai desse meu amigo está descansando em paz após um longo período de luta e sofrimento, e torço para que os familiares aceitem a tragicidade do percurso natural da vida e sigam vivendo com a mesma garra após breve porém necessário período de luto. E que saibam que podem contar com a minha ajuda para o que precisarem.
Com isso me peguei pensando sobre a única certeza que todos temos: a de que vamos morrer. Cedo ou tarde. Daqui dez minutos ou setenta anos. Mas vamos. Também pensei que em poucos meses completarei "um quarto de século" de vida, tempo mais do que suficiente para o surgimento de uma geração inteiramente nova. A junção dos dois assuntos não me agradou, mas não vou discorrer a esse respeito agora. Já é tarde, estou há mais de 40 horas acordado por tentar dar algum suporte ao meu amigo e família. Meu raciocínio já não é mais tão claro, e amanhã começa o período letivo na faculdade e preciso me recuperar.
Life still goes on...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Insistência

Algumas coisas na vida a gente aprende só observando outras pessoas viverem; outras aprendemos vivendo nós mesmos. Mas as mais intrigantes são as coisas que a gente cansa de viver e tentar quando já sabemos que não darão os resultados desejados. Por que fazemos isso? Eu sei que não sou o único a insistir nos erros, afinal todos os dias eu vejo isso acontecer com outras pessoas. Nós temos consciência de que vai dar errado, de que vai nos fazer mal, de que vamos nos arrepender e ainda assim um impulso incontrolável nos faz persistir no erro.
Colocado dessa maneira isso parece tão óbvio, tão banal e idiota, mas quando estamos vivendo certas situações não agimos de forma racional. Why the hell do we do that? Nós não éramos os mais racionais dos animais? É, ultimamente tenho duvidado bastante disso.
Fevereiro, já. Mês do Carnaval, que esse ano espero passar bem longe de qualquer desfile ou “comemoração”, se possível num lugar meio deserto, calmo. Nem que seja Sampa, longe do Anhembi...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tempo

Não consigo parar de falar sobre ele, o tal do tempo. Já dizia um professor meu no Colegial: "o tempo é inexorável, meus caros". Um professor de matemática, mas que adorava repetir algumas frases como esta. E que também adorava a palavra humildade, ou ao menos a repetia à exaustão. Mas aí já é um assunto a ser abordado no futuro.

O caso é que hoje eu vejo o tempo como algo que eu posso usar a meu favor, e não algo que eu deva tentar contrariar, lutar contra. E eu acho que esse é o mal do mundo moderno: todos querem que o tempo não passe, querem ser eternamente jovens. E desperdiçam muito tempo nessa tentativa inútil. Contraditório, não? Tem algo mais patético do que uma mãe já nos "...enta" vestida igual à sua filha adolescente? Ou agindo como esta? A juventude é linda, mas a maturidade tem sua beleza, tão ou mais valorosa, com o benefício da experiência de vida.

O tempo faz com que esqueçamos algumas das coisas boas que nos acontecem, é verdade. Mas faz com que superemos todas as fases difíceis e momentos de tristeza, mantendo, porém, vivas na nossa memória as lições que aprendemos nestas ocasiões. Ponto para o tempo!

Ele também nos obriga a seguir em frente, a tocar a vida. E essa é a parte que eu mais admiro, justamente pelo fato de eu estar vivenciando isso agora. Ponto para ele novamente!

Já estou bem menos neurótico e mais feliz do que quando escrevi o primeiro texto desse blog. Graças, principalmente, ao tempo. E à clareza que só o ato de escrever o que sinto pode proporcionar. Agora o que eu mais preciso é de alguém que preencha a lacuna ainda presente na minha vida. Aí sim o “healing process” estará completo. E adivinhem quem vai permitir que eu encontre essa pessoa? O tempo, quem mais? Por isso não tenho pressa.

Deixo por fim um obrigado a todos os que me ajudaram (ou simplesmente me toleraram) nos momentos em que estive mais triste/chato/quieto do que normalmente já sou. E um muito obrigado às duas pessoas que mais me ajudaram nestas últimas semanas, pessoas que considero grandes amigos.

P.s.: Ainda ouvindo Rolling Stones...

sábado, 17 de janeiro de 2009

Time is on my side

Agora já em Sampa, de volta aos afazeres.
Sim, amigos, o tempo passa. Felizmente. Aos poucos minha mente vai esquecendo o antes tão presente assunto, o tal assunto do primeiro post. Semana passada fiquei alguns dias de cama, graças a uma insistente febre e uma tosse que ainda me acomete. E mesmo nesses dias com poucas opções de entretenimento eu me mantive afastado dos pensamentos nela. Thanks to CSI (all of them), L&O, Two and a half men, Speed Channel e afins.
Somente o tempo pode fazer esses sentimentos se esvaírem, somente o tempo "cura". E o tempo está a meu favor, afinal ele passa, eu querendo ou não.
Bom, hoje é sábado, acabo de chegar em casa de um passeio com minha irmã mais velha e ainda tenho algumas coisas a fazer. E tem um cachorro aqui (pouco mais de um quilo de ossos e pêlos) que insiste botar as patas no teclado, por isso não está muito fácil digitar (haja backspace).
Vou colocar o cd dos Stones no player e continuar as arrumações (sim, estas nunca acabam!).
Bom resto de final de semana!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Segundo

Já estamos em 2009. E fiquei com apenas um post em 2008. Proporcional ao número de leitores, certamente. Mas vamos ao primeiro de 2009, então.

Uma temporada na praia ajuda a clarear a mente. Ou a esquenta até derreter os pensamentos. Apesar do tempo fechado desde o ano passado, o calor só deu um pouco de folga hoje. E a internet discada não ajuda a passar o tempo quando chove, apesar de demorar um bocado para abrir qualquer site. Geralmente a paciência acaba antes do download de todas as imagens...

A cidade está lotada, está praticamente impossível encontrar uma vaga para parar o carro na rua, mas felizmente eu tenho vaga privativa aqui. Os estacionamentos chegam a cobrar R$150,00 para deixar o carro por "até 3 dias" no pacote de Reveillón. Ou R$300,00 por oito dias. Detalhe: estacionamento descoberto e sem pavimentação. A melhor maneira de se deslocar aqui é a pé, mesmo. É mais saudável e ajuda a esquecer o trânsito nosso de cada dia em São Paulo. E mesmo de madrugada há bastante movimento nas ruas, o que torna mais seguro caminhar.

Segunda-feira volto pra Sampa. Mas ainda não volto à rotina, continuo de férias. Sem faculdade, sem trabalho. Apenas arrumações a fazer. Muitas arrumações, por sinal. E a principal delas não é visível nem mensurável. É uma arrumação interna, relacionada ao assunto do post anterior, assunto que eu ainda não esqueci, conforme já previa.

2008 foi um ano agitado, corrido e confuso. Não tive tempo pra pensar em muita coisa, e quando finalmente decidi algo, não foi muito pra frente. Em 2009 quero fazer diferente. Realizar mais, concretizar mais. É o ano em que me formo. Isso só já basta para torná-lo um ano especial.
O ano muda, mas as pretensões acabam por ser sempre semelhantes. Espero que desta vez seja diferente, e que meu discurso no Reveillón 2010 seja inteiramente novo.