quarta-feira, 7 de outubro de 2009

10 segundos que renderam...

Hoje, ao dirigir meu carro, novamente fui abordado por um outro motorista que, após buzinar, fez o gesto que deu o apelido aos "Castanholas" da Al. Barão de Limeira. Respondi que o carro não estava a venda, e ele continuou. E eu pacientemente mantive minha posição. E ele insistiu, falou que o filho dele tinha entrado na USP e que estava procurando "um carro desses". E eu respondi novamente que não vendia; fui até educado demais.

Confesso que alguns meses atrás pensei em vendê-lo. Mas essa vontade sempre "passa". E hoje, ao ouvir a pergunta, tive um instante de hesitação. De menos de meio segundo. Foi o tempo de eu ficar ofendido com o já citado gesto, que considero rude nessa situação, e analisar que ele não poderia pagar algo que me deixasse realmente tentado a vender o meu carro dado o carro que dirigia. Ok, uma análise imprecisa, mas muito provavelmente correta. Alguém que anda de Prisma não vai querer pagar um valor que me tente num carro de mais de 20 anos.

É um carro velho (ainda não é antigo...), mas é o carro que me traz ótimas recordações da infância, que me lembra do quão simples e prazeroso um passeio de carro pode ser, era o carro do meu avô... Não é um expoente em potência, em espaço, em praticidade nem em beleza. Mas é mais gostoso de dirigir do que o outro carro que eu uso, este bem mais moderno, seguro, potente, espaçoso, aerodinâmico, confiável e caro.

Não é só por ser conversível que ele me cativa tanto. É um carro que "me veste", de uma cor que se destaca na mesmice do trânsito paulistano. Um carro confortável (ao menos pra quem anda nos bancos da frente), com ar condicionado, vidros e travas elétricos e outros caprichos que ainda hoje não são encontrados em qualquer carro. Aliás, um acabamento mais esmerado do que muitos carros atuais de preço elevado. E o par de faróis de milha em posição bastante destacada na dianteira, que dão bons sustos nos carros que resolvem ficar na minha frente quando não deveriam. Bancos que dão um ótimo apoio lateral ao corpo, relógio digital com data e cronômetro, enfim, detalhes que fazem dele um grande carro.

Meus pais perguntam se não sai muito caro mantê-lo; se vale a pena. E minha resposta é contundente: não sai barato, mas eu não vendo. Só pegar uma estrada com ele já faz o custo valer a pena. Não que qualquer viagem com ele não deixe alguns parentes preocupados, mas eu sempre digo que não há problema, que o carro é confiável. É fato que se ele der algum problema a chance de eu conseguir consertá-lo com as ferramentas que carrego no porta-malas é bastante grande, ao contrário de algum carro mais moderno, que pouco se faz sem equipamento adequado. Mas não posso negar que a chance de ele dar algum problema é bastante superior à dos os outros carros da casa.

Assim sendo, digo a todos que fico com ele.

3 comentários:

  1. e viva os carros velhos!!! amarelos ou dourados, 88 ou 89...
    uns com glamour outros nem tanto, porem ambos barulhentos, um mais que o outro!!

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  2. Preciso conhecer o seu brinquedo novo...

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  3. Que preconceito! E se o rapaz do Prisma oferecesse pau-a-pau??? rsrs

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