segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tolo

Faz tempo que não escrevo. Viajei, curti, voltei, vivi, tive esperança, me decepcionei. E não veio a inspiração pra escrever aqui. Não é falta de assunto, muito pelo contrário.
Hoje escrevo. Sem inspiração, mas o faço. O final de semana prolongado foi bom, mas ao mesmo tempo decepcionante. Alguns fatos durante a semana passada me fizeram crer que seria um fim de semana memorável, que poderia mudar bastante algumas coisas na minha vida. Mas nada mudou. Aproveitei-o bastante, saí com meu pai, meus amigos, vi filmes, bebi e ri, mas sempre com aquele gosto amargo da frustração na boca. Um gosto que não me deixa esquecer por um minuto o potencial que eu enxergava para estes últimos dias.
A culpa é minha por criar expectativas sobre algo que já ultrapassou a barreira do incerto faz muito tempo, mas que eu não quero largar, desistir. E na última semana eu tive oportunidade de viver e me lembrar dos momentos de felicidade e do quão fácil, natural é viver aquela situação. O problema, que só parece ter aparecido nestes últimos dias, é a reciprocidade; ou melhor, a falta dela.
Eu não gosto de ser ignorado. Espero, ao menos por respeito, alguma resposta quando mando uma mensagem, por exemplo. Já me afastei de pessoas por muito menos, mas não consigo fazer isso nesse caso que descrevo. É, eu estou voltando a um assunto antigo, mas que pra mim não teve um ponto final ainda. Talvez por falta de visão minha.
Algumas coisas são inexplicáveis, como o fato de eu ainda me incomodar com isso. É, eu sou um tolo mesmo, com tantas oportunidades na minha frente tudo o que eu quero é voltar ao passado. E como está difícil mudar isso.
Cada vez fica mais fácil entender o motivo de alguém se isolar do mundo, se afastar das pessoas que conhece e se enfiar, incomunicável, no meio do mato. Mas eu já cheguei à conclusão que eu chegaria se fizesse isso. E a conclusão é o que me incomoda mais hoje.

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